Retentar na mesma campanha, com o mesmo script, não é cadência. Cadência é etapa: abertura num dia, follow-up noutro, closer com outro roteiro. No Pipevoz isso entra como ação final Cadência: quando a ligação termina numa tabulação específica, a plataforma cria o lead em outra campanha, zerado em Pendente, com o agente e o delay que você escolheu. O histórico fica no lead original. A próxima conversa nasce limpa, no funil certo.
O que a Cadência faz
Não discar de novo o mesmo card. Cria um lead novo na campanha destino, copia contato, empresa e campos customizados, coloca o estágio em Pendente e agenda o next_dial_at conforme o delay. O discador da campanha destino pega esse lead no tick seguinte, ou na janela combinada.
O lead original permanece onde estava, com as ligações e a tabulação daquela etapa. Nada mistura histórico. Se a mesma execução rodar de novo, a plataforma não duplica: a criação é idempotente.
- Campanha destino precisa ser outra e estar ativa (não encerrada).
- Só agente outbound de voz. O mesmo agente pode ser usado numa campanha diferente.
- Gatilho obrigatório por tabulação específica: não dispara em “qualquer estado final”.
Por que a tabulação é obrigatória
Se a cadência rodasse em qualquer desfecho, um “fechou” ou “não perturbe” também nasceria na campanha seguinte. Por isso a aba Cadência força tabulação: você escolhe os resultados que merecem a próxima etapa (“me liga depois”, “sem interesse agora”, “pediu proposta”, “não é o decisor”).
A ação só corre quando a jornada da campanha atual já encerrou, sem retentativa pendente naquele ciclo. É o mesmo momento das outras ações finais: depois do pós-processamento da chamada que fechou a etapa.
Como configurar
Na campanha de origem, abra Ações finais e a aba Cadência. Dê um nome, escolha as tabulações, a campanha destino, o agente que vai ligar lá e o delay. Salve e ative.
A campanha destino precisa existir antes, com pipeline, janela de discagem e o agente já publicado. O lead novo herda o contato; o roteiro e as regras de retry passam a ser os da campanha nova.
- Imediatamente: o discador pega no próximo tick.
- Em 1 hora ou em 5 horas, alinhado à janela da campanha destino se o horário cair fora.
- Próximo dia útil: pula sábado e domingo e agenda no início da janela da campanha destino naquele dia.
- Em 2 dias ou em 5 dias, no mesmo relógio, ou no próximo slot válido da campanha destino.
Exemplos de cadência
Campanha 1, agente de abertura: qualifica e agenda. Tabulação “ligar depois” ou “sem tempo agora” dispara Cadência para a campanha 2, delay de 2 dias, agente com script de follow-up. O closer não repete a apresentação; ele parte do contexto que você colocou no roteiro da segunda campanha.
Qualificação que termina em “interessado, sem reunião”: campanha de closer no próximo dia útil. “Não é o contato certo, indicar outra pessoa”: campanha específica de alcance ao decisor, se você importar ou atualizar o telefone no card novo. Encadear A → B → C é só repetir a ação na campanha B apontando para C.
- D0 abertura → D+2 follow-up → D+5 closer, cada um com campanha e agente próprios.
- Reativação: tabulação de não avanço na campanha quente cria lead numa campanha fria, com delay de 5 dias.
- Não use Cadência para “não atendeu” se a própria campanha ainda tem retentativa: isso é reagendamento na mesma campanha.
Cadência versus reagendamento
Reagendamento automático tenta de novo o mesmo lead, no mesmo pipeline, com o mesmo agente, no intervalo que a campanha já definiu (caixa postal, não atende, retorno combinado). Serve para insistir na etapa atual.
Cadência muda de etapa: outro kanban, outro script, outro timing. Os dois se complementam. Esgote as tentativas da campanha 1; se o desfecho for o combinado, aí sim nasça o lead na campanha 2. Para o mapa geral das ações depois da ligação, leia Ações finais. Para retentativa na mesma campanha, reagendamento automático.